Movido por uma de suas paixões, que é andar em motocicletas, Ivan Bitencourt em meados de Julho de 1997 deu início ao que hoje conhecemos como Caçadores Moto Clube. Na época, ele havia acabado de trocar sua motocicleta por uma de maior porte e começou a convidar os amigos motociclistas e também aqueles que ele conhecia apenas de vista para participar de reuniões semanais onde os assuntos abordados seriam encontros, viagens e motociclismo em geral. Vale ressaltar, que este grupo, ainda hoje, pratica um motociclismo baseado na amizade sem necessidade de divulgação pessoal, nem ambições político-partidárias muito menos religiosas. Além do principal idealizador, Ivan, podemos citar outros integrantes fundadores do moto clube, entre eles José Olino, Eduardo, Américo ( Mequinho) , Davi, Pastor, Jeovah e Alfredo (Fedoca). Desses, apenas Jeovah e Fedoca continuam no grupo, que teve sua data de fundação oficializada em 16 de Agosto de 1997 em Aracaju, capital do estado de Sergipe. Ná época, vários nomes foram sugeridos pelos integrante e o escolhido foi “Caçadores de Emoção” simbolizado por uma águia, que foram substituído por “Caçadores” e um tigre, respectivamente, em 1998. Além das mudanças no nome e símbolo originais, o ano de 1998 marcou a história do moto clube, pois foi o ano onde houve a posse do primeiro presidente, que na época acumulava todas as funções juntamente com o vice. Ivan foi eleito pela maioria dos integrantes e manteve-se a frente do grupo durante duas gestões 1998/1999 e 1999/2000. Esses dois anos foram importantíssimos para o amadurecimento "motociclistico" dos integrantes, como por exemplo, a solidariedade na estrada, pilotagem com segurança e em grupo, aspectos disciplinares para um bom convívio em grupo, critérios para aceitação de novos membros, entre outros. Daí surgiu a necessidade de catalogar os aprendizados e registrar num documento legal. Surgia então o estatuto e regimento interno do moto clube, que entrou em vigor na terceira gestão (Rogério – 2000/2001) e que possui registro em cartório oficial. Tal estatuto e regimento interno deve ser conhecido por todos os integrantes, bem como sua aceitação mesmo antes de o aspirante se tornar um membro efetivo. Vale ressaltar que o não cumprimento das determinações do estatuto e regimento interno estão sujeitas as penalidades nele previstas, bem como expulsão do grupo se aprovado em assembléia. Também na terceira gestão tivemos a divisão das tarefas entre mais integrantes, formando assim a primeira diretoria, onde tivemos como primeiro diretor social uma mulher – Ana Cristina companheira de Anselmo Dias (Mozinho). Assim como em outros setores, as mulheres vêem ganhando espaço e hoje elas podem votar e juntamente com o associado tomar as decisões importantes do moto clube. Um fato curioso é que no princípio haviam duas mulheres que acompanhavam seu parceiros (associados) nas viagens só que cada um como piloto em sua respectiva moto, o associado em uma e a mulher em outra – livre de qualquer preconceito. Apesar de não haver preconceito quanto ao porte da motocicleta, foi incorporado ao estatuto um item que restringe a potência mínima da motocicleta por questões relacionadas às viagens. Da mesma forma, o candidato deverá ser apresentado por um membro efetivo do grupo que se torna co-responsável pelas ações do candidato até que o mesmo se torne um membro efetivo (passar pelo crivo do grupo através de votação e consequente batismo). Diferentemente do passado, quando não havia presença feminina no grupo, atualmente as mulheres são bem-vindas como acompanhante, ou mesmo piloto. Mesmo com essas poucas restrições, o grupo chegou a possuir cerca de 50 casais associados com diversas áreas de atuação profissional – assim como hoje. Vale ressaltar, que desde o princípio, as deliberações são aprovadas através de votação entre os associados presentes nas reuniões. Sobre as reuniões, um fato curioso é que as primeiras ocorriam em locais públicos, como bares, restaurantes, etc. em dias de sexta-feira, mas que depois de algum tempo foi alugado um espaço e desde então utilizamos para as reuniões que também mudaram para os dias de quinta-feira. No princípio, não havia mensalidade, depois instituiu-se um valor simbólico para confecção de camisas, e posteriormente para cobrir custos com aluguel, por exemplo. Ainda que tenhamos custos fixos, o valor pago mensalmente ainda é simbólico, pois cobre os custos do grupo e ainda contamos com patrocínios nos eventos que estamos envolvidos. Os trabalhos sociais, por exemplo, é um desses eventos. Em várias ocasiões do ano, procuramos identificar comunidades carentes e, através de doação de cestas básicas e/ou brinquedos, levamos um pouco de alegria para as comunidades. Com a maturidade dos vários anos atuando em pró do motociclismo Sergipano, estamos integrados a outros moto clubes de dentro e fora do estado, bem como motociclistas avulsos também. A expressiva quantidade de troféus existente em nosso acervo memorial na nossa sede, traduz o testemunho vivo da participação dos Caçadores, que coletiva ou individualmente se faz representar nos eventos dentro e fora do estado de Sergipe. |







